O Teatro Municipal Mário Lago terá dois eventos gratuitos em Saquarema nos dias 23 e 24 de outubro de 2026, segundo informações divulgadas pela prefeitura em 19 de outubro.
A programação inclui a 1ª Edição do CEISTOU, organizada pela Confraria dos Escritores Independentes de Saquarema (CEIS), e uma sessão do documentário “Anatomia do Caos”, em parceria com o Núcleo de Cinema de Saquarema e a Descoloniza Filmes.
As atividades estão marcadas para o Teatro Municipal Mário Lago, no térreo do prédio da Prefeitura de Saquarema. O CEISTOU será realizado na sexta-feira, 23 de outubro, e o documentário será exibido no sábado, 24 de outubro.

A agenda combina diferentes linguagens artísticas com uma obra documental sobre a CPI da Covid-19. A divulgação municipal também apresenta informações sobre a classificação indicativa, a duração dos eventos e as iniciativas envolvidas.
CEISTOU reúne diferentes expressões artísticas em Saquarema
A Confraria dos Escritores Independentes de Saquarema (CEIS), entidade sem fins lucrativos dedicada à divulgação da literatura produzida no município, organiza o CEISTOU. Segundo a prefeitura, a proposta é reunir artistas locais em uma programação que vai além do formato tradicional de sarau.
Na atividade, a palavra se articula com música, dança, teatro, cinema, artes plásticas e visuais, performances e outras linguagens. A diversidade de formatos compõe a primeira edição do encontro, que tem duração prevista de duas horas e classificação indicativa livre.
O evento começa às 18h e integra os eventos gratuitos no Teatro Mário Lago. A organização está a cargo de Maria Clara, Maíra Gomes, Juliana Ferreira, Charles Soares, Vitor Poeta, Mauro Profeta e Leonardo Bruno.
“Anatomia do Caos” aborda a CPI da Covid-19 e a memória da pandemia
A exibição do documentário de Dandara Ferreira é resultado de uma parceria entre o Núcleo de Cinema de Saquarema e a Descoloniza Filmes. Conforme a prefeitura, o filme faz parte da “Trilogia da Memória”, campanha de comunicação integrada idealizada pela distribuidora para tratar de conscientização e preservação histórica em três etapas consecutivas nas salas de cinema.
“Anatomia do Caos” é apresentado como a primeira dose do projeto e acompanha a CPI da Covid-19 a partir de um acesso inédito ao Senado. A diretora registra a trajetória da comissão e utiliza esse material para retratar um dos períodos marcantes da pandemia no Brasil; a sessão tem duração de duas horas e meia e classificação indicativa de 12 anos.
Ferreira é diretora e roteirista, formada em Cinema pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e doutoranda em Comunicação Social pela Universidade de Brasília (UnB). Entre seus trabalhos estão a série “O Nome Dela É Gal”, da HBO, e o longa “Meu Nome É Gal”, lançado em 2023, no qual também atuou como atriz; em 2025, finalizou “Vou Tirar Você Desse Lugar”, sobre Odair José.
O Cineclube Cinemarés foi criado no fim de 2025 pelas cineastas Juliana Ferreira e Luana Paschoa, como iniciativa do Núcleo de Cinema de Saquarema. O projeto exibe produções brasileiras, latino-americanas, africanas e asiáticas que estão fora do circuito comercial, com rodas de conversa e debates após as sessões. Já a Descoloniza Filmes, fundada em 2017 e dirigida por Ibirá Machado, prioriza obras dirigidas por mulheres e novas vozes; o Teatro Municipal Mário Lago tem capacidade para 160 pessoas.


